quinta-feira, 31 de março de 2011

Festival do Muriqui





Em agosto do ano de 2005 o povoado de Santo Antônio do Manhuaçu, distrito de Caratinga, recebeu centenas de visitantes para o Festival do Muriqui. O evento comemorava os avanços das pesquisas com o Mono Carvoeiro, o maior primata das Américas, uma das 25 espécies com o maior grau de extinção. A região abriga a RPPN Reserva Particular de Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, é banhada pelo rio Manhuaçu e naquele momento recebia um investimento em turismo rural.



O festival reuniu pesquisadores e ambientalistas de diversas partes do país e do mundo. Foi um momento para troca de experiências e informações, um contribuindo com o trabalho do outro, mas também de consciêntização da população sobre a riqueza histórica que Santo Antônio abrigava. Muitos dos pesquisadores dedicavam, unica e exclusivamente o tempo, para observações na mata, estudos conjuntos e leituras, outros exploravam a beleza e tranquilidade das escondidas terras mineiras.



Pousada do Muriqui
A nossa equipe de reportagem hospedou-se na simpática e aconchegante pousada do Muriqui, propriedade do turismólogo Mário Pena, que investiu na infra estrutura com o pensamento no desejo do visitante, que é visitar a RPPN, descansar e aproveitar dos encantos da natureza local. Mário desenvolveu o boia cross, que não está registrado em imagens neste blog, mas trata-se de uma descida cheia de adrenalina com boias câmara de ar pelo rio Manhuaçu, o circuito pode variar de 2, 3 ou 4 horas.

 A propriedade fica entre a vila de Santo Antônio e a reserva que abriga a estação ecológica. Na porteira da pousada os visitantes podem assistir a cavalgada, que conta com mais de 1000 cavalos e cavaleiros. Desfrutar de uma roda de violão em torno da fogueira e ainda a tirolessa.


Estiveram presentes nessa jornada os joranlistas, na época estudantes, Vanessa Pereira, Natan Silva e Marina Guido, juntamente com o motorista do programa João Batista. O fial de semana rendeu um programa inteiro, Plug, que pode ser encontrado no laboratório de TV das Faculdades Integradas de Caratinga, ou no Super Canal, onde foi veiculado.



RPPN Feliciano Miguel Abdala

Esta maravilha da Mata Atlântica localiza-se no distrito de Santo Antônio do Manhuaçu, distrito de Caratinga, ao norte da zona da mata mineira. Conta-se por lá que a RPPN foi uma fazenda muito importante nos áureos tempos do desbravamento do lugar, o senhor Feliciano foi o lider mais atuante de toda a geração de proprietários e em um determinado momento de sua vida decidiu que a fazenda que extrativava madeira iria se tornar área protegida das agressões da modernidade, que chegavam por aquelas terras.

O senhor ou 'seu' Feliciano um dia viu um macaco muito diferente bem próximo do caminho de ar puro e verde que percorria constantemente. Com a área protegida, tais 'macaquinhos' se proliferaram, e um dia chegou na mata a bióloga Karem Strier, que iniciou o trabalho de pesquisa com o Muriqui ou Mono-Carvoeiro, uma das 25 espécies mais ameaçadas de extinção do planeta, dali em diante instalou-se uma estação biológica no meio da mata, diversos outros estudantes começaram a usá-la como fonte para suas pesquisas e no início deste século tornou-se por lei protegida.

Além dos muriquis e uma quase infinidade da fauna brasileira, flora também ganhou seu destaque, há um bercário de jacarandás, o maior e mais antigo deles um dia tornou-se alvo de um grande raio, que culminou certeiro em suas raizes, ele caiu causando um grande estrondo e tornou-se uma ponte por sobre tanta natureza virgem. Coicidência ou não, o jacarandá rei caiu poucos dias a morte do senhor Feliciano.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Festa de Brigadeiro




Uma vez estive na melhor festa de aniversário de todos os tempos. Uma festa com centenas, acho que milhares de brigadeiros, todos em forminhas vermelhas, brancas ou douradas. Para acompanhá-los tinha coca-cola geladíssima e muita conversa ao redor da mesa. Quem chegava para um ano novo era a Kellen Soares, saudosa amiga dos tempos da infância.

Qual criança, adulto, porque não?! Quem elege o brigadeiro o docinho mais gostoso das festas? Uma maioria é o que dizem as pesquisas e os dados mais diversos. Pois bem, no dia do aniversário da Kellen, eu, minha mãe, minha avó e minha irmã fomos até a casa da bem aventurada que completava mais um ano de vida. A festa era para quem lembrar, e tinha tanto brigadeiro, mas tanto, por todos os planos horizontais da área, da cozinha, da sala de jantar, em alguns quartos também, havia bandejas e muitas bandejas repletas, lotadas de brigadeiros, tinha tanto brigadeiro, que para mim não precisava de mais nada no mundo.

Uma vez ouvi a mãe da Kellen dizer que as quatro pessoas foram a alegria da garota. A festa foi animadíssima, cheia de graça, e o motivo, até hoje creio eu, foi o sabor dos brigadeiros. É que tem docinhos de festa que ficam encantados quando feitos para grandes rituais. Que aniversário inesquecível.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Para o Instituto

POEMINHA AMOROSO
de Cora Coralina




Este é um poema de amor

tão meigo, tão terno, tão teu...

É uma oferenda aos teus momentos

de luta e de brisa e de céu...

E eu,

quero te servir a poesia

numa concha azul do mar

ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,

não importa.

Já está declarado e estampado

nas linhas e entrelinhas

deste pequeno poema,

o verso;

o tão famoso e inesperado verso que

te deixará pasmo, surpreso, perplexo...

eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."



Santa Terezinha das Rosas, Santa Rita de Cataguases, Santa Clara de Assis, São Francisco de todas as cachorrinhas, São Sebastião das chagase dores, Santa Cecília da música, Santo Agostinho do teatro Rosário Fusco, Santa Edwirges dos humildes de coração, todos os santos, protejam sempre essa história.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Jacqueline Gouvêa

BODAS DE PRATA



Jacqueline Gouvêa é atriz e arte-educadora. Há 25 anos ela tem Cataguases como cenário de suas realizações artísticas. Figura marcante nas artes cênicas da região, hoje ela divide sua experiência com 250 alunos matriculados nas oficinas e aulas de teatro do Instituto Francisca de Souza Peixoto, Escola Estadual Coronel Vieira e Colégio Equipe. Imagem carismática, Jacqueline se mostra uma pessoa compassiva, tranqüila, acolhedora e simples. Por outro lado é confiante e tem bastante fé na vida, sabe o que quer e faz o que precisa ser feito em nome dos seus sonhos.

Juliano Cafe: Como começou a sua história com o teatro?
Jacqueline Gouvêa: Eu cresci com o teatro, desde a adolescência. São 25 anos ininterruptos de entrega a esta arte.

JC: Neste tempo, o que mais lhe marcou?
JG: Tudo. Neste mundo da arte você se aborrece e fica feliz na mesma proporção e todas as experiências foram muito válidas. Conheci muitas pessoas, me realizei e me realizo em aulas e palcos. Quando não sou atriz, me realizo admirando meus alunos no palco.

JC: Quem são os seus alunos? Você tem os preferidos?
JG: São Cataguasenses. Pessoas de todas as idades e que encontram no teatro uma nova forma de ver a beleza da vida. Não tenho preferidos, todos possuem seus momentos, como a Júlia Brita, por exemplo, que recentemente ganhou um prêmio de melhor atriz no Festival de Teatro da FIC – Faculdades Integradas de Cataguases e veio em seguida ao meu encontro, juntamente com sua família, dividir o prêmio comigo, fiquei irradiada. Tem a Marina, que uma vez ficou doente e pediu a mãe para que não a tirasse as aulas de teatro, a Milena Campista, que é ótima, a Jéssica, são meninas excelentes, tem as Donas Chiquinhas ( grupo da melhor idade do Instituto) que são dedicadas e talentosas, é muita gente boa.



JC: Como são as aulas e as oficinas?
JG: Trabalho em cima do desenvolvimento da arte teatral, jogo desafios, aproveito as habilidades de cada um, tenho o cuidado de desenvolver o que os alunos querem, o que eles buscam no aprendizado.





JC: Você tem uma atuação em diversas frentes do teatro Cataguasense, é atriz, diretora, roteirista... Fale sobre Cataguases e essas possibilidades:
JG: Cataguases é privilegiada de forma ampla em relação a arte e cultura. Esta cidade me proporciona espaços e oportunidades, tem apoiadores e o Instituto Francisca de Souza Peixoto, na pessoa do Marcelo Peixoto, é o maior deles; tudo o que faço fica lindo porque tenho apoio total, liberdade para criar, experimentar, no Instituto minhas idéias são valorizadas. Um dos projetos que coordeno é a Companhia Gargalhada, lembro quando apresentei para ele (Marcelo) a proposta e na hora ele acreditou em mim, recebeu o projeto como um presente para o Teatro Rosário Fusco.







JC: E o Teatro Rosário Fusco? Como é sua relação com este lugar?
JG: Falta só minha cama lá (risos). É super hiper integrado com meus ideais de cultura e é o principal palco das minhas realizações.





JC: Você é pedagoga, por formação. Como você busca informações e conhecimento sobre o teatro?
JG: Meu aprendizado é na prática, tenho uma busca constante, leio muitos livros, creio ter um acervo excelente para conduzir meu trabalho, estou sempre estudando, pesquisando... Tem ainda alguns mestres que estão sempre próximos, como o Carlos Sérgio Bittencourt, já fiz várias peças com ele, é uma pessoa quem confio muito.

JC: Como você recebe o retorno dessa dedicação?
JG: Quando a platéia está repleta, quando a gente consegue florir o teatro, tenho retorno das pessoas que me abordam na rua, me perguntam sobre o teatro, me cumprimentam por algum espetáculo que assistiram, seja com minha atuação ou direção, sinto que sou uma referência sobre o teatro.


JC: E suas referências? Quem ou que são?
JG: Ah! Convivo com muita gente do teatro, pessoas muito diferentes, no teatro eu faço amigos, não nos encontramos sempre, mas quando acontece é intenso. Além do Carlos Sérgio, que citei há pouco, tem o Marquinhos e o Kaká Massena, tenho afinidades com eles, confiança, e isso é muito importante no teatro, quando subo no palco eu sei o meu papel mas e o outro ator? Eu tenho que confiar no outro, isso é muito bonito.





JC: Os profissionais da arte sempre ressaltam a importância dos ensaios. O que você tem a dizer sobre os seus ensaios?
JG: Adoro. É o momento de saborear a produção, o teatro mesmo. A apresentação é o produto final, são nos ensaios que acontecem o laboratório, também onde estudamos com mais detalhes o texto, é uma sensação gostosa, saborear é gostoso.



JC: Você fala do teatro com muita força, com entonação e gesticulação marcantes nas palavras como palco, ator, direção, texto...
JG: Não sei se é pretensão, mas eu tenho orgulho de tudo o que eu faço,o teatro me faz bem, é tudo muito mais forte do que eu (emociona). Não é simplesmente trabalhar, faz parte de mim, não saberia viver sem isso.





JC: Além do trabalho com atores, você também atua na produção do teatro de bonecos, é muito diferente?
JG: Sou amiga do Adriano (coordenador do grupo GPTo – Teatro de Bonecos), e por isso acabo me envolvendo, dou palpites e aí quando assusto já faço parte do grupo. Estabeleci uma relação profissional de adaptação e direção com o GPTo.É por isso que repito sempre que acredito na oportunidade que Catguases oferece, nas flores e nos frutos que colhemos sempre.



JC: Quando as cortinas se abrem...
JG: É como se fosse a primeira vez sempre, é muita emoção, é o que confirma a tese que o teatro é uma construção constante, é o frio na barriga, a tremedeira.



JC: Quando as cortinas se fecham...
JG: É uma sensação de realização. Fazer teatro não é dever é realização.





JC: O que é teatro?
JG: O teatro é encantamento, é ao vivo, está acontecendo ali, o teatro é tangível, é emoção viva na sua frente, teatro é emoção.





Breve currículo:

Adaptação e direção teatral - Sonho de Uma Noite de Verão com o grupo GPTo - Teatro de Bonecos

Atriz e co-direção-  Lona de Luz com o núcleo de teatro do Instituto Francisca de Souza Peixoto

Atriz - A Herança com o grupo Ktarse

Diretora, coordenadora e idealizadora - Companhia Gargalhada no Instituto Francisca de Souza Peixoto

Coordenadora de montagem e direção dos grupos teatrais Tecelões da Chica, Teatrando e Tecendo Cenas do Instituto Francisca de Souza Peixoto

Atriz - A Escultura e o Escultor no Museu de Belas Artes de Cataguases

Atriz - O Alienista no Museu de Belas Artes de Cataguases

Atriz - Verdades e Mentiras com o grupo Ktarse

Diretora - Gritos na Noite com o grupo de teatro de senhoras

Atriz - Ato Final com o grupo de teatro Tecelões D'art

Atriz - O País do Desejo do Coração no Festival de Teatro de Ubá com o grupo Gsamtkunswerk

Atriz - Outono  com o Grupo Gsamtkunstwerk

Atriz - Livro para quem precisa com o Grupo Gsamtkunstwerk











sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LARGO DO MACHADO




O Largo do Machado é um dos lugares mais nobres do Rio de Janeiro. É uma praça subcentral, localizada no Catete, beirando os bairros do Flamengo e Laranjeiras. O nome vem de um açougue, instalado na região e com um enorme machado na porta.


A igreja Nossa Senhora da Glória tem destaque no conjunto arquitetônico. Rodeada por frondosas árvores, a imponente construção tem sua imagem refletida no espelho d´água do monumento que fica no meio do largo.

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO



A popular santa católica possui lugar de destaque no Largo do Machado. A obra é do renomado artista genovês Antônio Canova e ficava no palácio São Joaquim.





Coube a Dom Jaime Câmara doar a peça ao Rio de Janeiro. A história dessa doação é interessante e está registrada em seu diário. Ela começa no dia 12 de novembro de 1954, quando D. Jaime foi ao Largo do Machado para um segundo encontro com o secretário da Viação e Obras da Prefeitura (Dr. Jorge), o diretor de Parques e Jardins e o professor Edgar Fonseca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), para estudar a construção do monumento a Nossa Senhora, aprovada pelo cardeal.


 
D. Jaime resolvera aproveitar a estátua da Virgem que estava no Palácio São Joaquim. Ela era criação do escultor genovês Antonio Canova, adquirida por Dom Joaquim Arcoverde Cavalcanti em uma de suas viagens à Europa, por conta da construção do palácio, que abrigava o Ministério do Exterior da Primeira República. A intenção era comemorar com solenidade o centenário da promulgação do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Para isso, não haveria marco melhor que um monumento na praça em frente a uma igreja tão conhecida, a matriz das Laranjeiras.



Veja algumas imagens capturadas. Colaborou para este registro a jornalista Stêfania Paiva. Indicamos também a praça São Salvador e a feirinha de legumes, peixes e pasteis.






domingo, 31 de outubro de 2010

DILMA, A PRIMEIRA PRESIDENTA


Dilma Roussel do Partido dos Trabalhadores é a primeira mulher eleita pelo voto direto para a presidência da república. Dilma dará continuidade ao governo do povo, iniciado há oito anos, com a vitória de Lula nas urnas. Esta eleição presenciou uma das campanhas mais diferentes de todos os tempos, a internet aumentou o poder de discussão e a televisão disseminou o pior dos ideais dos candidatos. Porém, ao final, os progressitas sairam vitoriosos mais uma vez, em meio a todos os mais baixos tipos de estratégia de marketing. O candidato da oposição esqueceu que as câmeras do pais interiro o acompanhava 24 horas e vai amargar a dor de uma bolinha de papel na cabeça o resto da vida, ele ainda terá muito tempo para refletir o mal que fez ao aproveitar de uma fala sensata e lúcida sobre a discriminilização do aborto para se auto promover, causando uma confusão na cabeça dos eleitores.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mini Médio e Super!: Glitter de principiante

Mini Médio e Super!: Glitter de principiante: "Agora que acabou fevereiro e outras águas virãoDe repente deu uma febre de emoção, sem freioDevaneios confiados à Iemanjá (pra já!)Com vc..."

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Parada Gay

Cataguases sediou no dia 12 de setembro a 5ª parada do orgulho gay. Mais de 10 mil pessoas estiveram na avenida Astolfo Dutra para celebrar a liberdade sexual. A população gay da cidade ainda comemorava a aprovação da Lei Eurídes Amâncio, que determina os casos para aplicação de repressões às agressões e práticas discriminatórias, devido à orientação afetivo-sexual, em Cataguases.

As paradas da diversidade tem se multiplicado pelo Brasil. O objetivo é mostrar que os gays não são a minoria, uma vez que levam para as ruas, cada vez mais, pessoas das mais diferentes formações culturais, idade, religião e classe social. Em Cataguases, nesta edição, não foi registrado nenhuma ocorrência policial.
O evento fechou as comemorações de aniversário da cidade, que iniciou há duas semanas. Além da parada, o MGC - Movimento Gay de Cataguases realizou palestras, shows e a entrega do troféu Estrela Rosa, para personalidades e instituições que se destacaram em prol da diversidade.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um dramático, sensual e excitante bailado

Casa de Cultura Simão traz a Cataguases o espetáculo “Dolores” com a Mímulus Cia. de Dança, de Belo Horizonte.

por Tarcísio Vória


Má Educação, De Salto Alto, Tudo Sobre Minha Mãe, Kika, entre outras grandes produções de sucesso. Quem compareceu ao Centro Cultural Humberto Mauro na noite de sábado, 28 de setembro, pôde sentir de perto e se envolver inteiramente com o universo do cineasta espanhol, Pedro Almodóvar, por meio do espetáculo “Dolores”, da Mímulus Cia. De Dança. O evento, que compõe a programação da Casa de Cultura Simão em 2010, foi acompanhado por aproximadamente 300 pessoas e transmitido via internet através do site www.casasimao.org.br.

Baseado em trilhas sonoras da filmografia do cineasta inúmeras vezes indicado ao Oscar, “Dolores” conta com a performance dos bailarinos Bruno Ferreira, Jomar Mesquita, Murilo Borges, Rodrigo de Castro, Andréia Pinheiro, Juliana Macedo, Nayane Diniz e Mariana Fernandes; iluminação de Renato Cordeiro; cenografia de Maria Letícia Marçal e Paula Pazos e assistência local de Rogério Tumati e Marcus Diego.

Segundo o dançarino Rodrigo de Castro, bailar Almodóvar é externar os conflitos abordados por ele em seus filmes. “É resolver tabus e rejeições. Quando mais se vive as histórias dele, mais se aprende com os sentimentos que ele provoca”. Quem também integrou o elenco de “Dolores” foi a cataguasense, Rosângela de Souza. Zanza, como é conhecida, foi convidada a participar da apresentação e ressaltou a alegria em fazer parte do espetáculo. “Foi uma experiência fantástica. Eles foram muito atenciosos comigo e, mesmo sem nunca ter feito dança, consegui aprender a coreografia rapidinho”.

Entusiasmada, a Presidente da Fundação Simão José Silva, Andréia Barbosa Silva, destaca a satisfação pela realização de mais um evento na cidade. “É maravilhoso proporcionar apresentações como essa para Cataguases e ver isso acontecendo aqui”, diz.
O espetáculo “Dolores” é o segundo evento da programação da Casa de Cultura Simão em 2010, que tem o patrocínio da Bauminas, Hidroazul e apoio da Fundação Simão José Silva em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

AUGUSTO DOS ANJOS






Augusto dos Anjos levou os escritores Marcelino Freire e Nicolas Behr ao cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Leopoldina, na manhã de sábado, 11 de setembro. Emocionados, os ilustres visitantes não esconderam a euforia ao ver e tocar no túmulo daquele que consideram o poeta maior da literatura brasileira.



Ainda no caminho, Marcelino disse: "Os restos mortais vieram para este cemitério, mas a alma está em todo lugar".

Dali, desceram ladeira e seguiram para a casa onde Augusto morou. Idéias transbordando, palavras trocadas, eis que surgiram muitos planos: Festival de poemas, acessibilidade às obras do poeta maior, um filme e até uma fotografia no célebre sepulcro.




INCLASSIFICÁVEL
Augusto dos Anjos viveu no início do século XX e sua influência vem do cientificismo do século XIX. É um autor inclassificável, pois sua obra possui características de diversas escolas literárias e as transcende, deixando o leitor perplexo. Pode-se observar os aspectos sórdidos e vis da condição humana, uma sequência de imagens desoladas e principalmente o grotesco das contestações de que somos sozinhos.



Versos Íntimos

Vês?! NInguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável.

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

(Pau d'Arco  1901)


LEOPOLDINA
É uma cidade brasileira do estado de Minas Gerais, localizada na zona da mata do mesmo. Possui aproximados 60 mil habitantes e guarda muitas histórias de Augusto dos Anjos.





FELICA

A visita a Leopoldina foi possível porque os escritores estavam participando do segundo Festival Literário de Cataguases - FELICA. Nas atividades oferecidas pelo evento houve um encontro com o escritor Carlos Brito e Melo que transmitiu seu conhecimento e experiência para os participantes, revelou os sentimentos e as condições as quais ficam expostas um escritor durante o ato da criação do texto.

Acima, registro fotográfico no Centro Cultural Humberto Mauro. Carlos Brito, Juliano Carvalho e Tarcísio Vória, após o encontro se divertem no memorial dedicado ao pai do cinema nacional.


13 DE SETEMBRO



Visita da minha mãe e irmã, festa supresa no trabalho, virei obra de arte. Amo tudo isso.